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Não é sobre o que você faz para ser, mas sim o que faz sendo. Porque nunca disseram para fazer o errado no lugar certo, e sim o certo no lugar errado. E o que é a libertação, senão desfrutar dos direitos que já são garantidos por natureza?
Quantas perguntas com respostas não definitivas e tampouco clarificadas.
Diante do fato de que é preciso se explicar,
justamente sobre o que se fala o tempo todo.
É natural do ser humano: esconder-se nas camadas do viver,
na sede do poder, no poder ser o que não sabe ser,
na tola exuberância de pensar que é.
Ah! Quantas infâmias, falas dolentes,
tão distantes do bom senso que nem se envergam porque não se dobram perante o então,
algo que já se perdeu no caminho.
Embrenham-se num emaranhado de mofo
que outros fingem não ver,
para não contrariar o ser,
na prática vil do paparicar.
Todo mundo “artista”,
encenando ridiculamente o tempo todo.
Esse poder que é, ou tenta ser, aquele que tem segue o jogo,
acreditando que ninguém sabe da sua vida,
das suas merdas fedidas.
Nota ao final do fragmento:
Este texto é parte de uma carta rasgada, encontrada no bolso de uma calça jeans. Procura-se a outra parte, pois atrás deste pedaço, alguém escreveu com letras garrafais:
“OS FILHOS DAS PUTAS JOGAM COM A VIDA DOS OUTROS.”
Este pedaço chegou até você porque alguém espalhou os fragmentos, mantendo-se no anonimato. Se por acaso decidir passar adiante, preserve o anonimato. Para resguardar quem lhe enviou.
AUTOR. Vicente Zaki












