@minhapelenegra @vicente_zaki
sexta-feira, 8 de maio de 2026
quinta-feira, 7 de maio de 2026
Carta Rasgada (Fragmento Encontrado)
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Não é sobre o que você faz para ser, mas sim o que faz sendo. Porque nunca disseram para fazer o errado no lugar certo, e sim o certo no lugar errado. E o que é a libertação, senão desfrutar dos direitos que já são garantidos por natureza?
Quantas perguntas com respostas não definitivas e tampouco clarificadas.
Diante do fato de que é preciso se explicar,
justamente sobre o que se fala o tempo todo.
É natural do ser humano: esconder-se nas camadas do viver,
na sede do poder, no poder ser o que não sabe ser,
na tola exuberância de pensar que é.
Ah! Quantas infâmias, falas dolentes,
tão distantes do bom senso que nem se envergam porque não se dobram perante o então,
algo que já se perdeu no caminho.
Embrenham-se num emaranhado de mofo
que outros fingem não ver,
para não contrariar o ser,
na prática vil do paparicar.
Todo mundo “artista”,
encenando ridiculamente o tempo todo.
Esse poder que é, ou tenta ser, aquele que tem segue o jogo,
acreditando que ninguém sabe da sua vida,
das suas merdas fedidas.
Nota ao final do fragmento:
Este texto é parte de uma carta rasgada, encontrada no bolso de uma calça jeans. Procura-se a outra parte, pois atrás deste pedaço, alguém escreveu com letras garrafais:
“OS FILHOS DAS PUTAS JOGAM COM A VIDA DOS OUTROS.”
Este pedaço chegou até você porque alguém espalhou os fragmentos, mantendo-se no anonimato. Se por acaso decidir passar adiante, preserve o anonimato. Para resguardar quem lhe enviou.
AUTOR. Vicente Zaki
quarta-feira, 6 de maio de 2026
“se Obama fosse africano?”
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“se Obama fosse africano?” reúne o que Mia Couto chama de 'interinvenções', neologismo que expressa bem o sentido destes artigos, quase todos transcrições de palestras proferidas pelo autor em eventos na África, na Europa e no Brasil. Neles, o autor aborda de modo corajoso e criativo os principais impasses da África contemporânea. Temas como a corrupção, o autoritarismo, a ignorância, os ódios raciais e religiosos, mas também a riqueza da tradição oral e das culturas locais, o vigor artístico, as relações complexas entre o português e as línguas nativas, a influência de Jorge Amado e Guimarães Rosa sobre a literatura luso-africana, tudo isso é tratado com rigor intelectual, imaginação poética e humor por um dos maiores escritores de nossa época. Longe do discurso árido dos acadêmicos e da retórica demagógica dos políticos, o autor, que é também biólogo, passeia pelos assuntos com habilidade de ficcionista, entremeando os dados objetivos de sua análise a lembranças pessoais e referências literárias, numa prosa calorosa e envolvente. Nesses exercícios de militância intelectual, o autor mostra que a inteligência crítica e a fantasia poética são fortes aliadas para a compreensão e a transformação do mundo.
Principais características da obra:
- Conteúdo: Aborda temas como autoritarismo, tradição oral, ódios raciais e religiosos, cultura local e a relação entre línguas.
- Estilo: "Interinvenções" que combinam rigor intelectual, imaginação poética e humor, distanciando-se de discursos acadêmicos áridos.
- Autor: Mia Couto, também biólogo, utiliza sua vivência e ficção para analisar os impasses do continente
quinta-feira, 8 de dezembro de 2022
terça-feira, 6 de dezembro de 2022
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